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Oliveira, Minas Gerais, Brazil
Economista, formado na Universidade Federal de São João Del-Rei - UFSJ

REFORMA DA ESCOLA WALFRIDO

12/05/2026


Foi assinado o convênio entre o Governo de Minas e a Prefeitura de Oliveira para a reforma da Escola Municipal Walfrido Silvino dos Mares Guia, por meio do Programa de Fortalecimento das Escolas Municipais. O acordo prevê o repasse de R$ 400 mil, com contrapartida da Prefeitura no valor de R$ 73 mil, e prazo de execução das obras de até 24 meses.

A escola, inaugurada no fim da década de 1990, atualmente oferece ensino fundamental do 6º ao 9º ano e atende mais de 200 alunos. O investimento representa um importante avanço para a melhoria da estrutura educacional do município e para a valorização da educação pública.




CONGRESSO E LEGISLAÇÃO PENAL


As constantes mudanças na legislação penal promovidas pelo Congresso Nacional acabam transmitindo uma imagem negativa para a sociedade. Em um país onde já existem inúmeras brechas legais e mecanismos que favorecem a redução de penas, cresce a percepção de que a lei não possui o mesmo peso para todos.

Em 2025, foi aprovada a alteração da Lei da Ficha Limpa, reduzindo o período de inelegibilidade. No ano anterior, por pouco não avançou a chamada “PEC da Blindagem”, que previa a necessidade de autorização do Congresso para investigar parlamentares e dirigentes partidários. Agora, a chamada Lei da Dosimetria também é alvo de críticas por abrir novas possibilidades de flexibilização das punições.

Enquanto grande parte da população defende leis mais rígidas e maior combate à impunidade, muitos projetos debatidos em Brasília seguem na direção oposta, aumentando o distanciamento entre o sentimento popular e as decisões políticas.




ELEIÇÕES EM MINAS


Faltando menos de cinco meses para as eleições, o cenário político em Minas Gerais ainda permanece indefinido quanto aos principais candidatos ao Governo do Estado. Liderando pesquisas de intenção de voto, o senador Cleitinho ainda não confirmou oficialmente sua candidatura. O mesmo acontece com o senador Rodrigo Pacheco, que prefere adiar uma definição para mais próximo das convenções partidárias.

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, também segue indefinido sobre qual caminho adotará: apoiar Cleitinho, lançar candidatura própria ou compor com o atual governador Mateus Simões. Já o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, e o ex-vereador Gabriel Azevedo confirmaram suas pré-candidaturas e buscam viabilizar alianças políticas.

Governar Minas Gerais, entretanto, não é uma tarefa simples. Com uma dívida pública superior a R$ 200 bilhões, o cargo de governador se tornou um grande desafio administrativo e político, capaz de gerar desgaste significativo na trajetória de qualquer liderança. Um exemplo citado por analistas é o governador Romeu Zema, que, mesmo após sete anos à frente do Estado, ainda enfrenta dificuldades para consolidar seu projeto nacional.




AS DÍVIDAS E AS BETS

Pesquisa recente divulgada pelo Meio/Ideia revelou que cerca de 30% dos brasileiros já realizaram apostas em plataformas conhecidas como “bets”. O levantamento também aponta que 59% dos entrevistados acreditam que essas apostas contribuem para o endividamento das famílias brasileiras, enquanto 44% defendem algum tipo de restrição aos jogos.

As apostas esportivas se transformaram em um problema social e econômico cada vez mais evidente. Além de contribuírem para o aumento das dívidas familiares, também têm provocado dependência em parte da população e impactado diretamente políticas públicas de transferência de renda, já que muitos beneficiários acabam utilizando recursos essenciais em jogos de azar.

Outro impacto preocupante está na economia. Recursos que antes eram destinados ao consumo, movimentando o comércio e a indústria, agora acabam direcionados às plataformas de apostas, reduzindo a circulação de dinheiro na economia real. Diante desse cenário, cresce a pressão para que o poder público adote medidas de regulamentação e controle mais rigorosas.




CREDIBILIDADE DAS INSTITUIÇÕES


A recente polêmica envolvendo a suspensão de alguns produtos de limpeza da marca Ypê pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) revelou um problema ainda maior: a transformação de questões técnicas em disputas políticas e narrativas ideológicas.

Quando a desinformação passa a dominar o debate público, cria-se um ambiente de descrédito generalizado das instituições. E quando ninguém mais é considerado confiável, instala-se a sensação de que também não existem responsáveis. O resultado é o aumento da instabilidade, da insegurança e da perda de confiança da população.

Esse cenário fragiliza não apenas reputações, mas também o próprio funcionamento do Estado. Instituições desacreditadas abrem espaço para o crescimento da impunidade e dificultam o combate à corrupção, comprometendo a credibilidade necessária para o fortalecimento da democracia.




TEATRO MUNICIPAL


A ausência de um centro de convenções ou de um espaço público adequado para apresentações culturais é um dos principais obstáculos para o fortalecimento da cultura em nossa cidade. A construção do Teatro Municipal sempre foi uma das bandeiras defendidas pelo então deputado federal e senador Eliseu Resende, que, durante seus mandatos, trabalhou para garantir recursos e incluir a obra no orçamento da União.

Após seu falecimento, o projeto acabou perdendo ritmo e as obras praticamente ficaram paralisadas. Agora, surge uma nova expectativa de retomada. A Prefeitura contratou recentemente a elaboração de um projeto arquitetônico de requalificação estética, adaptações funcionais e produção de relatórios técnicos especializados para adequação e valorização da estrutura.

Que este seja o recomeço de um projeto tão importante para Oliveira e que, em um futuro próximo, a cidade possa finalmente contar com um espaço cultural à altura de sua história e de sua população.

 

SINAL AMARELO

 06/04/2026

A criação de novos cargos e os reajustes promovidos pela Prefeitura acenderam o sinal de alerta na Administração Municipal, uma vez que o índice de gastos com pessoal ultrapassou o limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal, fixado em 48,6%, alcançando 49,98%. Diante disso, o Executivo regulamentou a extensão da carga horária dos servidores e a realização de horas extras, que passarão a ocorrer apenas em caráter excepcional, sem a incidência de adicionais ou gratificações. Também ficou vedado o recebimento cumulativo de horas extras e gratificações de função enquanto perdurar a extensão de jornada.

Com o percentual já próximo do limite máximo permitido, de 54% da Receita Corrente Líquida, surge a dúvida: o Executivo conseguirá implantar ainda neste ano o novo plano de cargos e salários, atualmente em elaboração? Para isso, será necessário ampliar a arrecadação, o que depende, entre outros fatores, do pagamento do IPTU e da manutenção dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios, que podem ser impactados pela redução do ICMS, adotada para conter os preços dos combustíveis.

 


 

CPMI DO INSS


A CPMI do INSS chegou ao fim no final de março e, após intensas discussões, não conseguiu aprovar seu relatório final. A base governista alegou que o texto tinha viés eleitoral e não apresentava nomes de investigados, elaborando um relatório paralelo que sequer foi votado. Já a oposição atribuiu à base a responsabilidade pela rejeição.
Na prática, a comissão acabou sendo mais uma face da mesma moeda, marcada por discursos e espetáculos, sem resultados concretos. O desfecho foi o de sempre: uma “grande pizza”, cuja conta recai sobre toda a sociedade, reforçando a sensação de que a verdade e a impunidade, mais uma vez, prevaleceram.

 


 

TROCAS PARTIDÁRIAS


Encerrou-se no último dia 4 o prazo de filiação partidária para aqueles que desejam disputar as eleições deste ano. O que se viu em todo o país foi uma corrida em busca de melhores condições eleitorais, deixando a ideologia em segundo plano.
Com isso, quem perde é o eleitor. As legendas deixam de priorizar projetos de desenvolvimento para o país e passam a agir conforme interesses imediatos, muitas vezes financeiros, visando ampliar bancadas no Congresso, aumentar o acesso ao fundo eleitoral, que se aproxima de R$ 5 bilhões, e negociar apoios, independentemente de quem esteja no poder.

Este é um dos grandes desafios da democracia brasileira: construir partidos fortes, com identidade programática e compromisso real com o futuro do país, e não apenas com a manutenção do poder.

 


ILUMINAÇÃO PÚBLICA


Têm aumentado as reclamações sobre a iluminação pública no município, especialmente quanto à demora na substituição de lâmpadas queimadas. Esse era um problema recorrente até a gestão passada, quando houve a substituição por lâmpadas de LED.
Agora, com o fim da vida útil de parte desses equipamentos, o problema volta a surgir. Há relatos de moradores que aguardam mais de 20 dias pela manutenção. É fundamental que a administração municipal esteja atenta, pois a demanda por reparos tende a crescer. Esperar quase um mês por manutenção não é aceitável, sobretudo porque iluminação pública está diretamente ligada à segurança da população.

 


 

MORADIA


A Campanha da Fraternidade deste ano chama a atenção para a questão da moradia. Atualmente, o déficit habitacional no país atinge cerca de 8% da população, enquanto aproximadamente 20% dos brasileiros vivem em condições consideradas precárias.
Mesmo com políticas públicas voltadas ao setor, os números ainda são elevados. A falta de moradia digna é porta de entrada para evitar uma série de outros problemas, como saúde, bem-estar e segurança alimentar.

Engana-se quem pensa que essa é uma realidade exclusiva de países em desenvolvimento. Nos Estados Unidos, maior potência econômica do mundo, cerca de 10% da população também vive em condições precárias. A diferença, no entanto, está no cumprimento das legislações urbanísticas, que reduzem a presença de moradias em áreas de risco.
Fica a reflexão: em pleno 2026, ainda convivemos com um elevado número de pessoas sem acesso a uma moradia digna, enquanto bilhões são gastos em guerras. Isso evidencia que, mais do que recursos, falta prioridade política. Que a Campanha da Fraternidade seja um ponto de partida para reflexão e ação diante desse grave problema.

 


 

SEMANA SANTA


As celebrações da Semana Santa em nossa cidade são uma tradição que atravessa gerações, preservando sua essência e encantando fiéis e visitantes, em um marcante momento de fé e devoção.

No entanto, um problema recorrente tem prejudicado as procissões: veículos estacionados nas vias por onde passam os cortejos. Mesmo com os apelos dos órgãos responsáveis, solicitando a colaboração dos motoristas, a situação persiste em diversos pontos.
Diante disso, é necessário que o poder público adote medidas mais efetivas, como a regulamentação por decreto proibindo o estacionamento nesses locais durante as celebrações, conferindo à Olitrans maior autonomia para agir e evitar transtornos.

 

CPI DO CAPS

 02/03/2026


Depois de quase dois anos das denúncias feitas na tribuna da Câmara pela enfermeira Kátia Gonçalves dos Santos, referentes ao funcionamento do CAPS AD III “Joaquim Agrestes”, que apontavam supostas irregularidades na prestação de serviços de saúde mental e perseguição a servidores, a Comissão Processante concluiu que as denúncias foram inconclusivas.

Segundo o relatório final, foram identificadas apenas algumas irregularidades de cunho administrativo, consideradas insuficientes para comprovar perseguição a servidores ou a existência de falhas graves na prestação de serviços do CAPS durante a gestão 2021-2024. O requerimento que aprovou o relatório final foi aprovado em plenário por unanimidade, com encaminhamento ao Executivo Municipal, a fim de que sejam adotadas providências para atender às necessidades atuais da unidade.

Fizeram parte da Comissão Processante os vereadores Prico, Ronaldo, Siri, Kilin e Walquir Maravilha.




CARNAVAL


A realização do Carnaval em nossa cidade manteve sua essência e agradou à maioria dos participantes. No entanto, algumas sugestões são necessárias para aprimorar ainda mais o evento.

Uma delas é a instalação de um palco ou de uma sonorização alternativa nas proximidades da Escola Francisco Fernandes, local que concentra grande número de foliões. Outro ponto que precisa ser revisto é a inclusão dos eventos realizados pelo Oliveira Clube na programação oficial, incluindo o tradicional Batuque do Zé, que merece apoio institucional e espaço na agenda oficial do município.

Também não pode faltar o incentivo aos blocos locais, pois o que sustenta o Carnaval de Oliveira é o protagonismo dos oliveirenses, que fazem a festa acontecer.




FEMINICÍDIO


Os casos de feminicídio têm aumentado consideravelmente em todo o país. Em 2025, foram registradas, em média, quatro mortes por dia. Embora o crime seja considerado hediondo e existam medidas protetivas previstas em lei, a legislação não tem produzido o efeito desejado. muitas vezes em razão da ineficiência do Estado ou de brechas legais.

Um caso que evidencia essa realidade foi o da estudante de Psicologia Vanessa Lara, em Juatuba, ocorrido no mês passado. Ela foi assassinada por um indivíduo que já havia sido condenado a 38 anos de prisão por crimes graves, mas que, em dezembro, foi autorizado a cumprir pena em regime semiaberto.

Já passou da hora de se discutir uma revisão ampla do Código Penal, com o objetivo de reduzir brechas e reavaliar mecanismos que permitem o cumprimento parcial das penas em casos de extrema gravidade. Se o Brasil almeja ser um país sério e comprometido com a proteção da população, é fundamental que as decisões judiciais sejam efetivamente cumpridas.




LEI ANTIFACÇÃO


Foi aprovada pelo Congresso Nacional a chamada Lei Antifacção, que estabelece penas mais rigorosas no combate ao crime organizado. Trata-se de um avanço importante no enfrentamento das organizações criminosas.

No entanto, um dos dispositivos que previa a destinação de impostos arrecadados das empresas de apostas, as chamadas “bets”, ao Fundo Nacional de Segurança Pública foi rejeitado pela Câmara dos Deputados. Com isso, deixou-se de garantir uma fonte adicional de recursos para o fortalecimento dos órgãos de segurança.

Se por um lado houve avanço ao endurecer a legislação, por outro houve retrocesso ao não assegurar novos recursos para o financiamento da segurança pública. É preciso que o Congresso esteja cada vez mais atento às reais demandas da sociedade.




DESASTRES AMBIENTAIS


As fortes chuvas que vêm afetando a Zona da Mata mineira, especialmente municípios como Juiz de Fora e Ubá, provocando mortes e grande destruição, são consequência de diversos fatores. Entre eles, problemas históricos, como a ausência de políticas públicas adequadas de moradia e planejamento urbano.

Também não se pode ignorar os impactos das mudanças climáticas, que têm alterado padrões meteorológicos em várias partes do planeta, concentrando chuvas mais intensas em determinadas regiões.

Estudo divulgado em 2024 pelo Governo Federal apontou que 1.942 municípios brasileiros são suscetíveis a desastres associados a deslizamentos de terra, alagamentos, enxurradas e inundações, o que representa quase 35% do total de municípios do país. Oliveira é citada no relatório com risco de enxurradas e inundações.

Apesar do alerta, pouco se observa em termos de ações preventivas efetivas. O estudo é importante porque orienta políticas públicas, mas é indispensável que haja medidas concretas, envolvendo os três entes federativos, para reduzir riscos e evitar novas tragédias.

 


DISTANCIAMENTO POLÍTICO

03/02/2026


Na inauguração da creche do bairro São Sebastião, chamou a atenção o distanciamento entre o grupo político do prefeito Dr. Erik e o grupo político do deputado estadual Lucas Lasmar. A creche, que leva o nome da avó do parlamentar, não contou com a presença de familiares durante a solenidade e, na divulgação oficial da Prefeitura, o nome da homenageada sequer foi citado, limitando-se apenas à identificação na placa inaugural. Esse episódio evidencia o grau de divisão política no âmbito municipal, que parece incapaz de superar diferenças mesmo em atos institucionais.




CORRUPÇÃO


Os recentes escândalos envolvendo o Banco Master e os descontos indevidos em benefícios de aposentados do INSS demonstram como a corrupção segue presente em diversos setores da administração pública. E, neste caso, não se trata de partido A ou B. As evidências apontam para o envolvimento de diferentes correntes ideológicas, alcançando inclusive setores do Judiciário e denominações religiosas. Fica evidente a falta de interesse em aprofundar as investigações, possivelmente para preservar todos os envolvidos. No fim das contas, quem paga a conta é a sociedade brasileira. Exceção feita à Polícia Federal, que vem cumprindo seu papel institucional.




USINA DE RECICLAGEM


Foi publicado no Diário Oficial da União de 07/01/2026 o termo de compromisso firmado entre o Ministério das Cidades e a Prefeitura de Oliveira para a construção de uma usina de tratamento mecânico-biológico de resíduos sólidos. O valor total do empreendimento é de R$ 13.214.985,00, a ser liberado conforme a execução das obras, cujo prazo de conclusão é de 48 meses. Nesta fase inicial, está prevista a liberação de R$ 654.456,00. A contrapartida da Prefeitura será de R$ 629.285,00, podendo ser quitada também em bens e serviços. A usina será implantada às margens da BR-494 e, após concluída, poderá resolver de forma definitiva a destinação dos resíduos sólidos do município, por meio de um sistema integrado de gestão que combina triagem automatizada e processos de decomposição, como compostagem ou biodigestão.




TRUMP x MADURO


Não restam dúvidas de que o presidente da Venezuela deveria ser destituído, já que sua permanência no poder se deu por meio de atos antidemocráticos e sob fortes suspeitas de fraudes eleitorais. No entanto, a atuação do presidente norte-americano Donald Trump está longe de solucionar os problemas do país vizinho. Até o momento, não há qualquer sinalização concreta de novas eleições, permanecendo nos cargos de governo antigos aliados do ditador Nicolás Maduro. Isso leva à percepção de que Maduro pode ter sido utilizado como “bode expiatório”, atendendo mais a interesses econômicos dos Estados Unidos do que à restauração da democracia. Resta a dúvida se, de fato, a população venezuelana será beneficiada e se a democracia será plenamente restabelecida.




OS DONOS DO PODER


Enquanto parte da população brasileira se divide na defesa de suas posições políticas às vésperas das eleições deste ano, ao menos dois nomes parecem pouco preocupados com quem será eleito, seja da esquerda ou da direita. Atuando nos bastidores, controlam parte significativa das decisões políticas e dos volumosos recursos dos fundos partidários: Gilberto Kassab, presidente do PSD, e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Ambos devem eleger um grande número de deputados e senadores, fortalecendo financeiramente suas legendas e influenciando as principais decisões do país. Isso evidencia uma fragilidade histórica: o Brasil não possui partidos políticos fortes, mas sim legendas voltadas a interesses momentâneos.




DIFICULDADES NO LEGISLATIVO


A primeira impressão da reunião da Câmara Municipal de Oliveira, após o recesso legislativo, é que o prefeito Dr. Erik terá dificuldades para manter sua base de sustentação. Chamou a atenção o discurso do vereador Gilmarzinho, que defendeu uma reforma administrativa, chegando inclusive a citar nomes que deveriam ser substituídos no primeiro escalão. Em outro momento, o vereador Cleyton anunciou sua saída da base governista, adotando uma postura independente. Ficam algumas perguntas: o que motivou essas mudanças? Falta de articulação política? Desgaste do Executivo após o primeiro ano de governo? O distanciamento do vice-prefeito, responsável pela articulação com o Legislativo? O fato é que, sem uma base sólida, o governo municipal corre o risco de se tornar um “pato manco”, com perda de força política, dificuldades na aprovação de projetos e comprometimento da governabilidade.

  

FIM DO ROTATIVO

 01/01/2026

Desde o início de dezembro, a Prefeitura Municipal de Oliveira, por meio do Decreto nº 5.175, rescindiu a concessão do estacionamento rotativo com a empresa Via Mais Parking, contrato que havia sido firmado em 2019. Desde a sua implantação, a cobrança pelo uso de vagas em vias públicas sempre gerou muitas reclamações por parte da população.

No início das operações, o excesso de locais sujeitos à cobrança foi alvo de inúmeras queixas, o que levou à redução do número de vagas. Outras reclamações frequentes diziam respeito ao baixo número de funcionários para efetuar a cobrança, gerando transtornos aos usuários, além de falhas constantes no aplicativo, que muitas vezes não funcionava, e da não aceitação de pagamento via Pix.

Ao justificar a rescisão do contrato, a Prefeitura alegou que a empresa não vinha cumprindo diversos itens previstos no acordo, mesmo após notificações formais. Até o momento, não foi publicado novo processo licitatório para a contratação de outra empresa, nem há informações se o serviço será suspenso de forma definitiva.




CHINELOS E IDEOLOGIAS


Enquanto boa parte da população é levada a discutir se é contra ou a favor do comercial dos chinelos Havaianas, que gerou polêmica ao trazer uma narrativa associando esquerda e direita, temas realmente relevantes acabam ficando em segundo plano, trazendo consequências diretas para o dia a dia da população.

Cito, por exemplo, as leis orçamentárias recém-aprovadas, que impactam diretamente a execução do orçamento público de 2026. No caso do orçamento federal, o montante previsto para emendas parlamentares ultrapassa os R$ 61 bilhões, recursos que, em sua maioria, atendem a interesses de deputados e senadores, muitas vezes sem critérios técnicos, o que gera desperdício de dinheiro público e abre margem para desvios e corrupção.

Já no orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, chama atenção o valor das renúncias fiscais, estimado em R$ 25 bilhões. Para um Estado que possui uma dívida próxima de R$ 200 bilhões, abrir mão de cerca de 20% da arrecadação significa menos investimentos em áreas essenciais, como segurança pública, infraestrutura rodoviária e educação.

Enquanto os chinelos dominam a narrativa, nossos representantes seguem “dando suas chineladas na população”, demonstrando total falta de compromisso com o interesse público e com o futuro do país.




TAXAS E O IPTU


A forma como a Prefeitura Municipal de Oliveira divulgou e iniciou a cobrança da taxa por acréscimo de área dos imóveis foi pouco esclarecedora e tem gerado inúmeras dúvidas e reclamações. Sem explicar adequadamente os motivos da cobrança e a fórmula utilizada para o cálculo, a administração já lançou os valores com vencimento para o dia 16 de janeiro, pegando muitos contribuintes de surpresa.

Outro ponto que carece de esclarecimentos mais detalhados diz respeito ao teor das notificações, nas quais consta que os proprietários que não concordarem com os valores e não fizerem a contestação ou o pagamento poderão ser cobrados judicialmente.

Após diversas reclamações, a Prefeitura publicou esclarecimentos em publicidade institucional neste semanário, inclusive prometendo o lançamento de uma plataforma digital, na qual o proprietário poderá consultar os dados do imóvel e acompanhar as informações levantadas.

Para reduzir as polêmicas e evitar interpretações divergentes, o mais prudente seria a publicação de um novo edital oficial, incorporando de forma clara todos esses esclarecimentos. Caso contrário, permanecerá a dubiedade entre o edital formal e o anúncio institucional.

Em relação ao IPTU deste ano, além da inclusão das novas metragens, haverá também a atualização da Planta de Valores Genéricos, com reajustes que variam de 25% a 50%. De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial em 29 de dezembro, a cidade foi dividida em nove zonas, identificadas por cores. Na área Amarela, por exemplo, o valor do metro quadrado passa de R$ 18,02 para R$ 27,03, um reajuste de 50%. Já na área Laranja, o valor sobe de R$ 303,01 para R$ 378,76, um aumento de 25%.

Os estudos foram realizados pelo Instituto de Gestão Territorial e Geotecnologias (IGETECH), contratado pela Prefeitura Municipal em meados de 2025. Até o momento, ainda não foram divulgadas as datas para o pagamento do IPTU deste ano.




CORREIOS


Os Correios vêm acumulando sucessivos prejuízos ao longo dos anos. Somente em 2025, o déficit já ultrapassa os R$ 10 bilhões. Entre os principais motivos estão a ingerência política, com a ocupação de cargos estratégicos por aliados do governo, muitas vezes sem compromisso com uma gestão eficiente, além das mudanças estruturais no setor, marcadas pelo aumento da concorrência após a abertura do mercado ao setor privado.

Atualmente, os Correios estão presentes em todos os municípios brasileiros e em diversos distritos, cobrindo praticamente 100% do território nacional, com mais de 10 mil unidades de atendimento e cerca de 80 mil colaboradores.

Há quem defenda a privatização da empresa, mas essa medida pode trazer sérios prejuízos à integração nacional. Apenas cerca de 20% das agências operam com lucro, e uma privatização tenderia a fechar unidades deficitárias, eliminando o atendimento em regiões mais distantes e aprofundando as desigualdades regionais.

Uma alternativa viável seria a reestruturação da empresa, permitindo, por exemplo, a ampliação da oferta de serviços bancários pelos Correios. Com o fechamento de diversas agências de bancos privados, os Correios poderiam assumir esse papel, garantindo atendimento presencial em todos os municípios, cumprindo sua função social e, ao mesmo tempo, aumentando e diversificando suas receitas.




EUA  X  VENEZUELA


Engana-se quem acredita no discurso do presidente norte-americano Donald Trump de que as ofensivas contra a Venezuela têm como objetivo combater o narcotráfico ou restabelecer a democracia no país sul-americano. Na prática, esses argumentos funcionam como uma cortina de fumaça para encobrir o verdadeiro interesse: o petróleo venezuelano.

A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris, o que corresponde a cerca de 17% das reservas globais. Esse volume desperta grande interesse dos Estados Unidos.

Nas últimas semanas, o governo norte-americano tem intensificado ações de interceptação de navios venezuelanos, dificultando as exportações do país. A estratégia visa enfraquecer a economia venezuelana e, consequentemente, o governo de Nicolás Maduro. Em um cenário de mudança de governo, com um nome alinhado aos interesses dos EUA, a intenção seria direcionar a comercialização do petróleo para o mercado norte-americano, fortalecendo sua economia e enfraquecendo a China, que atualmente compra cerca de 4% do petróleo venezuelano.




SEGURANÇA PÚBLICA


Infelizmente, o Congresso Nacional demonstra pouco interesse em promover mudanças efetivas na legislação relacionada à segurança pública, hoje uma das maiores preocupações da população brasileira.

Após a maior operação policial já realizada no estado do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que resultou em 121 mortes, ganhou destaque na imprensa a proposta de criação do Projeto de Lei Antifacções, apresentada pelo Governo Federal. A proposta gerou grande polêmica durante sua tramitação na Câmara dos Deputados, especialmente por conter dispositivos que, segundo críticos, poderiam dificultar a atuação da Polícia Federal no combate ao crime organizado.

Depois da apresentação de seis relatórios, o projeto foi aprovado na Câmara e encaminhado ao Senado. No entanto, o Senado encerrou as atividades legislativas de 2025 sem concluir a votação final, deixando a decisão para 2026.

Enquanto os parlamentares seguem nesse vai e vem, sem conseguir construir um consenso em torno de um projeto eficiente de segurança pública, o crime organizado continua se fortalecendo, consolidando um verdadeiro Estado paralelo, enquanto a população brasileira vive sob a sensação permanente do “salve-se quem puder”.

ELEIÇÕES 2026

01/12/2025

O próximo ano será marcado pelas eleições gerais no país, quando serão escolhidos Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados. No cenário federal, tudo indica que a polarização será mantida, com o presidente Lula (PT) enfrentando um nome ainda indefinido da oposição. A ausência desse nome tem gerado dificuldades de articulação dentro da direita e da extrema-direita.

Com a conclusão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, cresce a especulação de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), possa assumir a liderança desse campo. No entanto, a escolha do vice deve gerar nova disputa interna, envolvendo nomes como Michelle Bolsonaro, o governador do Paraná, Ratinho Junior, o governador de Minas, Romeu Zema, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.




E EM MINAS


A disputa pelo Governo de Minas segue indefinida. Liderando as pesquisas recentes aparece o senador Cleitinho (Republicanos). Contudo, sua candidatura ainda não está consolidada e há dúvidas dentro do próprio partido, especialmente após o envolvimento do presidente da legenda em escândalos ligados ao INSS, o que pode comprometer o apoio à sua eventual campanha.

Do lado governista, a candidatura mais provável é a do atual vice-governador Mateus Simões, que deixou o partido Novo e se filiou ao PSD, buscando ampliar alianças com siglas do chamado centrão. Já no campo da esquerda, um nome do PT tem poucas chances devido ao desgaste da gestão Pimentel, ainda vivo na memória dos mineiros, restando como alternativa uma composição com o PDT, que recentemente filiou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil.

A incógnita recai sobre os partidos de centro, onde ao menos três nomes surgem com potencial para construir alianças mais amplas: o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeuzinho (MDB), o senador Rodrigo Pacheco e o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB).

O cenário ficará realmente mais claro após o prazo final de filiações partidárias, em abril de 2026, quando será possível identificar com precisão quem disputará o Palácio Tiradentes.




VIOLÊNCIA


O aumento da violência, tanto em nossa cidade quanto em todo o país, tem entre seus fatores agravantes a participação crescente de jovens recrutados por organizações criminosas. Esse fenômeno fortalece o chamado “Estado Paralelo”, que desafia e enfraquece a autoridade do Estado brasileiro.

É urgente repensar e reformar as políticas públicas destinadas à juventude. Embora existam instrumentos importantes,  como acesso ampliado à educação, programas de incentivo financeiro aos estudos e maior ingresso no ensino superior, tais políticas não têm sido suficientes para atrair uma parcela significativa dos jovens.

Por que muitos ainda não se veem motivados por essas oportunidades? Por que cresce a violência, inclusive dentro das escolas? Essas são questões que precisam integrar o debate nacional, caso desejemos construir uma sociedade mais segura e saudável.




CPI DO CAPS


A conclusão da CPI que investiga o CAPS foi prorrogada por mais 20 dias. Criada no primeiro semestre para apurar denúncias de irregularidades administrativas, perseguição política e práticas de assédio moral no âmbito da Administração Municipal (gestão 2021–2024), esta é a segunda prorrogação dos trabalhos.

A população aguarda respostas claras: o que de fato ocorreu e quais medidas serão adotadas? O CAPS desempenha um papel fundamental nas políticas públicas de saúde mental, oferecendo atendimento a pessoas com transtornos psíquicos. Por isso, não pode sofrer interferências que comprometam seu funcionamento ou a qualidade do atendimento.

Transparência e responsabilização são essenciais para restabelecer a confiança no serviço e garantir sua plena atuação.




ISENÇÃO DO IPVA


O Congresso aprovou o projeto do senador Cleitinho (Republicanos) que isenta do pagamento do IPVA os veículos com mais de 20 anos de fabricação. A medida beneficiará principalmente proprietários de Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e Tocantins, os únicos estados que ainda cobravam o imposto para veículos antigos.

A proposta corrige desigualdades e cria um parâmetro nacional. No entanto, o debate sobre o IPVA precisa avançar. Há grande disparidade nas alíquotas: em Minas, o imposto chega a 4% do valor do veículo, enquanto em outros estados é de 2%. Com a expansão dos pedágios e das concessões rodoviárias, a redução do IPVA se torna ainda mais necessária como forma de compensação ao contribuinte.
Esse é um debate que precisa ganhar força.



IMPOSTO DE RENDA


Outra boa notícia foi a aprovação da nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Com a tabela defasada há anos, milhões de trabalhadores que não deveriam pagar acabaram entrando na cobrança. A mudança deve beneficiar mais de 15 milhões de brasileiros a partir de janeiro de 2026.

Ainda assim, é fundamental que o Congresso estabeleça uma regra de correção anual automática da tabela do IR. Caso contrário, a defasagem voltará a se acumular e o problema retornará em poucos anos. Definir uma data-base para a atualização da tabela é essencial para manter justiça tributária. Espera-se que nossos parlamentares avancem nesse tema.